sábado, 1 de dezembro de 2007

Will - O Contemplador


Faço as apresentações: “Sou o Will”, aquele que contempla.

Explico que tenho a noção que não sou o único que tenho templo, que tenho tempo para observar atentamente. Mostro concordância quando me referem que o fazemos por gosto. O que nos move é também este desejo de aprender a adjectivar o Mundo que nos rodeia e nos determos em reter o que observamos.

Faço uma pausa para evidenciar o título: “O Contemplador”.

A escolha do verbo era importante para não ser redutor. Contemplar pode ser um acto transitivo em que damos e beneficiamos. Há uma reciprocidade latente.
Mas também pode ser intransitivo se quisermos meditar profundamente.
Pressupõe uma escolha, uma dupla valência porque confio no livre arbítrio.
Não pretendo apenas olhar, ficar a ver. Não quero ficar preso no templo, a meditar ou a observar a dor. Quero ser agir enquanto contemplador.
A vida é feita de enganos, de cruzamentos e de caminhos sinuosos. Mas a vida é também construída de justaposições, de reciprocidades e confidências.
Se contemplar pressupõe, para mim, uma escolha… escolho considerar as histórias da minha vida com admiração, com amor.
É o que fará este contemplador, por gosto.

4 comentários:

Magnólia disse...

Eu cá ficarei à espera de novas contemplações! Observar não basta, há que o fazer com olhos de ver.
Contemplar, observar,comentar, sugerir, agir...

Will disse...

Eu não te deixarei à espera!
:)
Lembra-te sempre: "O Amor dos outros não se adia". (Matilde Rosa Araújo)

Magnólia disse...

E o "nosso" também não...

Nocas disse...

OiOi
O sorriso existe dentro de mim e quando o sugeris-te o inevitável aconteceu.
A complexidade de se ser existe em todas as facetas da existência, não me farto de nenhuma delas. Mas aquela pela qual apelas-te é-me característica e com certeza voltará … se não voltou já mesmo que de uma forma subtil, mesmo que apenas em momentos.
De mim para ti brindo com o riso este 2008.
Jocas ‘Guito Sacanita‘